Senado marca votação da PEC da Música para amanhã

10 de setembro de 2013

Política



Senado marca votação da PEC da Música para amanhã
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-10/senado-marca-votacao-da-pec-da-musica-para-amanha
Sep 10th 2013, 21:42

Mariana Jungmann

Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Senado vai votar amanhã (11) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta de impostos os CDs e DVDs com obras de artistas brasileiros, chamada de PEC da Música. A proposta tem o apoio de diversos artistas que estiveram na Casa hoje (10) para pedir a aprovação da matéria.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aproveitou a sessão e submeteu ao plenário a proposta de um calendário especial que permitirá a votação da PEC, em primeiro turno, nesta quarta-feira. Antes do plenário apreciar a matéria, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) vai votar, pela manhã, uma emenda do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) que visa a proteger a Zona Franca de Manaus dos possíveis impactos que a PEC possa provocar. O receio do senador amazonense é que as indústrias de CDs e DVDs instaladas na Zona Franca saiam prejudicadas com a isenção generalizada dos impostos sobre essas mídias.
"Fizemos um esforço na busca da construção de um texto de emenda que pudesse viabilizar a votação da PEC da Música e, assim, assegurar os incentivos à cultura nacional, aos artistas nacionais, aos nossos músicos brasileiros, compositores, cantores, enfim, à cultura nacional, e, ao mesmo tempo, fortalecer a indústria brasileira", disse Braga.
A cantora Sandra de Sá disse acreditar que a proposta será aprovada com larga margem de votos, sem problemas com a necessidade de quórum qualificado. Na opinião da cantora, a PEC é importante porque poderá reduzir o custo do acesso à música. "O CD 25%, 30% mais barato [representa] o acesso do povo à nossa cultura, à música brasileira", defendeu.
O compositor Nando Cordel considera a PEC da Música um instrumento para que os CDs e DVDs originais tenham condição de competir com os produtos piratas. "O [produto] pirata entrou de uma forma muito séria, tirando o emprego de muita gente por aí. A gente vai voltar a ter mais emprego, a competir, a fazer músicas boas. Os artistas que estão começando agora vão ter oportunidade de entrar no mercado", disse.
Outros artistas como Nando Reis, Fagner, Falcão, Rosemary e Reco do Bandolim também estiveram no Senado. Eles acompanharam parte da sessão e prometerem voltar amanhã para acompanhar a votação da PEC.

Edição: Aécio Amado
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Aprovada MP do Programa Minha Casa Melhor

Política



Aprovada MP do Programa Minha Casa Melhor
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-10/aprovada-mp-do-programa-minha-casa-melhor
Sep 10th 2013, 21:28

Iolando Lourenço

Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou hoje (10) a Medida Provisória (MP) 620, conhecida como MP do Programa Minha Casa Melhor, que concede crédito adicional de R$ 8 bilhões à Caixa Econômica Federal (CEF) para o financiamento de bens de consumo duráveis pelos beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida. A medida segue agora para apreciação do Senado Federal.
Além da liberação dos R$ 8 bilhões, a MP aprovada também limita o mandato dos dirigentes esportivos a quatro anos, com a possibilidade de uma única reeleição, nos casos de clubes. No texto aprovado também foram incluídas regras para a certificação de entidades filantrópicas nas áreas de saúde, educação e assistência social. A MP também obriga os clubes a serem transparentes na gestão e a divulgar os valores de contratos, patrocinadores e direitos de imagem.
De autoria do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a emenda que trata da questão dos clubes de futebol foi aprovada em parte pela pressão de ex-atletas, que nas últimas semanas e, principalmente, hoje fizeram lobby para aprovação da proposta.
Atletas como Raí, ex-jogador do São Paulo e da Seleção Brasileira de Futebol; Ana Moser, Ida e Leila, da seleção de vôlei; os ex-jogadores de basquete Hortência e Pipoca; e maratonistas como Carmen de Oliveira e Ronaldo da Costa pediram apoio de líderes partidários e do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para viabilizar a aprovação.

Edição: Aécio Amado
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Comissão do Senado aprova obrigatoriedade de bibliotecas nas escolas públicas

(Agência Brasil)


Brasília – Todas as escolas públicas brasileiras que oferecem ensino básico terão que criar e manter bibliotecas abertas para os alunos e professores. Hoje (10), a Comissão de Educação do Senado confirmou a aprovação do projeto de lei que estabelece tal obrigatoriedade.

A comissão tinha aprovado o projeto no último dia 3, mas, como foi apresentado um substitutivo, o texto teve que ser analisado em turno suplementar de votação. Uma das mudanças feitas pelo relator da matéria, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), alterou o prazo para que as instituições se adaptem à nova regra, que passou a ser de três anos a partir da publicação da lei.

Cunha Lima destacou que a proposta trata de uma questão social. “As bibliotecas escolares constituem importante recurso auxiliar ao aprendizado, à consolidação do conhecimento acadêmico e geral e, ao cabo, ao exercício da cidadania. Além disso, para muitos alunos das escolas públicas de educação básica, as bibliotecas configuram um dos poucos meios de contato com a leitura fora do ambiente de sala de aula.”

Na sessão de hoje (10), o colegiado decidiu acatar as mudanças que incluem também a previsão de contratação de bibliotecários para atuar nesses espaços e atender a alunos e profissionais de ensino.

Como passou por alterações, o projeto, que já havia sido aprovado pelos deputados, voltará a ser analisado na Câmara para uma nova votação. Se aprovado, o texto segue para sanção do Executivo e passa a valer como lei.

Nova lei sobre drogas divide parlamentares e especialistas

(Agência Brasil)


Brasília – Parlamentares, psicólogos e representantes do governo e de organizações ligadas à defesa dos direitos humanos mantêm divergências sobre o que deveria constar de uma nova lei sobre drogas no país.

O projeto que altera o sistema nacional de políticas para a área, incluindo mudanças no modelo de atenção aos usuários ou dependentes, além do financiamento de ações, vem sendo discutido há mais de três anos no Congresso Nacional. Mesmo com o texto aprovado em maio, na Câmara dos Deputados, o assunto ainda parece longe de uma solução.

O Projeto de Lei 37/2013, que prevê aumento da pena para o tráfico, internação involuntária de usuários e benefícios para empresas que empregarem dependentes químicos em recuperação, depende agora da análise dos senadores. Em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a psicóloga Alice de Marchi Pereira de Souza, representante da Rede Justiça Criminal, criticou o texto. Segundo Alice, a proposta “insiste na repressão e internação para lidar com usuários e dependentes”.

“A aprovação da lei teria efeitos desastrosos [sobre o sistema carcerário] prevendo aumento de pena [mínima para traficantes]. Mas os retrocessos da lei seriam ainda maiores”, disse Alice, ao destacar a permissão da internação involuntária do dependente. “A reforma psiquiátrica prevê a internação como última opção”, lembrou.

Os psicólogos alertam principalmente para a internação em comunidades terapêuticas. “Não há problema que elas existam. O grave é tornar esse tipo de equipamento política pública, dotando-o de recursos públicos”, alertou a especialista.

Comissão do Senado aprova projeto que proíbe jogos de azar na internet

(Agência Brasil)


Brasília - Os jogos de azar pela internet podem ser proibidos em todo país. Pelo texto (PLS 570/2011) aprovado hoje (10) na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado, estabelecer, explorar ou permitir, por meio da rede internacional de computadores, bingo, aposta ou qualquer tipo de jogo de azar não autorizado, independentemente de pagamento de prêmio, poderá resultar em pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

A proposta altera o Decreto 9.215/1946, que proíbe a prática ou exploração de jogos de azar em todo o território nacional, para incluir no rol dos ilícios o mesmo crime praticado em rede de computador. O PLS 570/2011 ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde recebe decisão terminativa.

Favorável ao projeto, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) disse que o tema deveria ser incluído nas discussões sobre o novo Código Penal. “Eu queria chamar a atenção para que matérias dessa natureza sejam apreciadas nas discussões sobre o novo Código Penal, para que sejam definidas as penalidades adequadas, e não de maneira isolada”, alertou.

Pinheiro classificou a matéria de “louvável” e defendeu penas semelhantes para empresas de telefonia e emissoras de televisão que trabalham interligadas com a rede mundial em práticas de jogos semelhantes.

Segundo o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), autor da proposta, houve um aumento significativo de jogos ilegais oferecidos via internet, e essa atividade cria oportunidades para práticas corruptas, como fraudes, resultados combinados, cartéis de apostas ilegais e lavagem de dinheiro, uma vez que os jogos podem ser ativados e desativados muito rapidamente.

A proposta também foi defendida pelo relator Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Para ele, o controle efetivo do Estado sobre os jogos de azar é imprescindível. Flexa lembrou que as vítimas fornecem os dados de cartão de crédito ao sistema e ficam sujeitas à clonagem ou mesmo ao uso indevido por parte dos operadores do site que hospeda o jogo.

Henrique Alves diz que reforma política poderá ser votada no fim deste mês

(Agência Brasil)


Brasília - Depois de dizer que pretende colocar em votação no mês de outubro a reforma política, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), admitiu hoje (10) que poderá pautar a votação para o fim de setembro, caso seja retirada a urgência constitucional do projeto de lei que trata do Código da Mineração.

Alves manifestou a possibilidade de antecipar a votação após reunião com representantes da sociedade civil que lhe entregaram uma proposta de reforma política de iniciativa popular. A proposta conta com o apoio de várias entidades civis e de mais de 100 deputados. "Para quem queria votar em outubro, melhor ainda [votar agora em setembro]. O importante é ter consenso", disse Henrique Alves.

Segundo ele, o documento apresentado por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), entre outras, será encaminhado ao grupo de trabalho que está elaborando a proposta de reforma política a ser levada à votação no plenário da Câmara.

"Tenho o compromisso de votar no mês de outubro [a reforma política]. Esta Casa não foi competente para apresentar um projeto e votar. Há a concordância de todas as lideranças e o interesse dos parlamentares de ter um projeto viável e realista de reforma política, que seria submetido a um referendo popular na eleição do próximo ano", declarou o presidente da Câmara.

Henrique Alves disse ainda que todas as contribuições sobre reforma política que chegarem à Câmara serão analisadas pelo grupo de trabalho. "Todas [as propostas] serão examinadas para que possam estar contidas naquilo que essa Casa entende como proposta boa, correta e modernizar a política para que possa ser votada em outubro", ressaltou.

CCJ da Câmara aprova proposta que aumenta pena para crimes contra crianças e adolescentes com deficiência

(Agência Brasil)


Brasília - Projeto de lei que aumenta pena para crimes ou infrações contra crianças e adolescentes com deficiência foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As penas para os crimes serão aumentadas de um terço até a metade. Já para as infrações administrativas, a pena poderá ser dobrada em relação às atuais quando as vítimas forem jovens sem deficiência.

O projeto precisa ainda ser aprovado pelo plenário da Câmara para ser encaminhado à apreciação do Senado. Entre os crimes cometidos contra crianças e adolescentes, constantes do ECA, estão entregar o filho a terceiro mediante recompensa com pena de reclusão de um a quatro anos e multa, filmar cena de sexo envolvendo criança ou adolescente com pena de reclusão de quatro a oito anos e multa.

Deixar de comunicar às autoridades competentes suspeita de maus-tratos contra criança ou adolescente, hospedar jovem desacompanhado dos pais ou sem autorização escrita deles ou da autoridade judiciária são algumas das infrações administrativas a serem punidas com multa.

Senado aprova indicação de Marcos Galvão para delegado do Brasil na OMC

(Agência Brasil)


Brasília - O plenário do Senado aprovou hoje (10) o nome do diplomata Marcos Bezerra Abott Galvão para o posto de delegado do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Galvão é ministro de primeira classe do Itamaraty, onde está desde 1979, e foi embaixador do Brasil no Japão. Ele assume no lugar de Roberto Azevêdo, que foi escolhido diretor-geral da OMC nessa segunda-feira (9).

Antes de ter o nome aprovado no plenário, Marcos Bezerra passou por sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Na ocasião, ele lembrou a relevância da OMC como arena de resolução de conflitos à qual o Brasil recorreu diversas vezes.

Senado aprova nome de Rodrigo Janot para procurador-geral da República

(Agência Brasil)


Brasília - O plenário do Senado aprovou hoje (10) o nome de Rodrigo Janot Monteiro de Barros para procurador-geral da República. O nome do jurista foi aprovado por 60 votos a favor e 4 contra.

Janot passara por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde também teve o nome aprovado. Ele entra no lugar de Roberto Gurgel que ocupou o cargo nos últimos quatro anos.

O jurista mineiro de 56 anos é especialista em direito comercial e foi secretário de Direito Econômico no Ministério da Justiça em 1994. No Ministério Público Federal (MPF) desde 1984, Janot foi nomeado subprocurador em 2003.

Dilma mantém vantagem sobre possíveis candidatos, indica pesquisa CNT

(Agência Brasil)


Brasília - A presidenta Dilma Rousseff tem 16% da intenção espontânea de voto, no caso de uma possível candidatura para as eleições presidenciais de 2014, segundo pesquisa divulgada hoje (10) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Na pesquisa anterior da CNT, em julho, Dilma tinha 14,8% das intenções de voto – 1,2 pontos percentuais a menos, no caso de uma possível candidatura, quando não são apresentadas opções de candidatos.

Em segundo lugar, os entrevistados espontaneamente citam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (9,7%), Marina Silva (5,8%), Aécio Neves (4,7%), Eduardo Campos (1,6%), José Serra (1%), Geraldo Alckmin (0,5%) e Joaquim Barbosa (0,5%).

Na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes de possíveis candidatos para primeiro turno, a presidenta Dilma tem 36,4% da intenção de voto. Na última pesquisa, o percentual era 33,4%. Em junho, a intenção chegava a 52,8%. Nesse cenário, Marina Silva tem 22,4% da intenção de voto, Aécio Neves, 15,2%, e Eduardo Campos, 5,2%.

Em um possível segundo turno, a presidenta Dilma tem 40,7% das intenções de voto, contra Marina Silva, com 31,9%.

Nesta edição da pesquisa foram entrevistadas 2.002 mil pessoas, em 135 municípios de 21 estados, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.

Aprovação do governo aumenta 6,8 pontos percentuais, mostra CNT

(Agência Brasil)


Brasília - O governo da presidenta Dilma Rousseff tem a aprovação de 38,1% da população, segundo pesquisa divulgada hoje (10) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Na última pesquisa da CNT, em julho, o governo teve avaliação positiva de 31,3% da população, o que mostra um aumento de 6,8 pontos percentuais – ainda que inferior aos 54,2% de aprovação divulgados em junho. A avaliação negativa do governo chega a 21,9% dos entrevistados.

De acordo com a mesma pesquisa, Dilma venceria tanto o primeiro turno quanto um possível segundo turno – com 36,4% e 40,7% das intenções de voto, respectivamente.

O desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 58% dos entrevistados. O dado mostra aumento da aprovação de Dilma, que tinha avaliação pessoal em 49,3% na última pesquisa.

No total, 40,5% das pessoas desaprovam a gestão de Dilma. Em julho, o percentual era 47,3%; em junho, 20,4%.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 135 municípios de 21 estados, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.

Fim da multa do FGTS vai prejudicar Minha Casa, Minha Vida, diz Ideli

(Agência Brasil)


Brasília - Na tentativa de costurar uma posição em torno dos vetos presidenciais a proposições aprovadas no Congresso Nacional, o governo promove reuniões nesta semana com líderes das duas Casas. Hoje (9), líderes de dez partidos da base aliada na Câmara dos Deputados debateram o assunto com a presidenta Dilma Rousseff e com os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, do Planejamento, Miriam Belchior, da Saúde, Alexandre Padilha, e de Relações Institucioanais, Ideli Salvatti, além do vice-presidente Michel Temer e de representante do Ministério da Fazenda. Amanhã (10), às 11h30, está marcado encontro de Dilma com os líderes do Senado.

O principal esforço do governo é para que não seja derrubado o veto ao fim da multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para empresas que demitirem empregados sem justa causa. Durante a tramitação do projeto, os parlamentares retiraram a cobrança, mas o governo quer que a multa continue sendo paga. O Projeto de Lei Complementar 200/2012 foi aprovado pela Câmara dos Deputados e vetado pela presidenta em julho.

O principal argumento do governo para defender a manutenção do veto é financeiro. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que “a retirada desse recurso de forma abrupta causaria impacto nas contas do governo, na política de geração de emprego, de benefício para a população”. Segundo ela, a receita do governo com a multa está em torno de R$ 3,5 bilhões.

Em entrevista coletiva após a reunião, a ministra reforçou a posição do governo de que a eventual ausência desses recursos poderá prejudicar recursos do Minha Casa, Minha Vida, programa do governo que facilita a aquisição da casa própria para pessoas de baixa renda.

Ainda de acordo com Ideli, o valor arrecadado gera cerca de 1,4 milhão de empregos. A apresentação dos dados aos deputados foi feita pela ministra Miriam Belchior. Segundo ela, caso o governo não cobre mais a multa, os beneficiários do programa e trabalhadores da construção civil ficariam prejudicados. “Não poderíamos manter o mesmo ritmo de construções de milhões de unidades [de moradias], como estão sendo feitas. Isto acarretaria também uma diminuição de emprego, já que normalmente cada unidade habitacional do Minha Casa, Minha Vida gera quatro empregos”.

Apesar de concordar com o veto e de afirmar que sua manutenção é a primeira proposta que está sendo levada em consideração pela base, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que as condições da manutenção ainda devem ser analisadas pelos deputados. “Saímos com a incumbência de construir, se necessário, até outra proposta”, disse.

Segundo o líder, há uma dificuldade “extremada” em o Congresso referendar a decisão da presidenta. “Nós vamos começar com este debate, mas vamos ouvir as várias bancadas para ver se surge alguma outra proposta.”

Outro argumento levantado de ambos os lados, integrantes do governo e deputados, para que o veto seja mantido, trata da relação trabalhista. "Nós não temos a menor dúvida que [a queda do veto] trará também uma maior facilidade na rotatividade de mão de obra”, disse Ideli.

Para a ministra, os setores que utilizam mão de obra jovem e de baixa qualificação, em que já ocorre alta rotatividade, seriam os mais afetados. “A rotatividade acarreta também redução do salário, porque você demite, você emprega outra pessoa com salário muitas vezes menor”, argumentou.

Ideli disse ainda que alguns líderes já se manifestaram no sentido de propor que o dinheiro da multa fique com o trabalhador, que o receberia de volta na aposentadoria. “De qualquer forma, não fechamos posição, apenas apresentamos os impactos para que as bancadas pudessem avaliar e a gente poder ao longo da semana ir trabalhando esse tema”.

Ainda de acordo com Ideli, uma nova reunião dos líderes da base na Câmara deve ser marcada para a próxima segunda-feira (16), para recolher as propostas de cada partido e buscar uma posição consensual.

Câmara só aceitará votar MPs sem penduricalhos e com mínimo de 15 dias de antecedência

(Agência Brasil)


Brasília - A Câmara dos Deputados só aceitará votar medidas provisórias (MPs) que chegarem à Casa faltando no mínimo 15 dias úteis para sua perda de eficácia e que não contenham matéria estranha a seu objeto ou a este não vinculada por pertinência ou conexão, os chamados penduricalhos. A decisão foi anunciada na noite de hoje (9) pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Henrique Alves disse que a tramitação da Medida Provisória 615, que trata entre outras coisas de benefícios para produtores de cana-de-açúcar e usineiros na produção de etanol combustível, “expôs de forma flagrante, um desvirtuamento do processo legislativo que vem se agravando nos últimos anos e que está a merecer uma reação adequada desta presidência e da Câmara dos Deputados”.

Segundo o presidente da Câmara, está havendo uma desobediência à Lei Complementar 95/98, que trata da elaboração das leis, que estabelece no Inciso 2, do Artigo 7º que “a lei não conterá matéria estranha a seu objeto ou a este não vinculada por afinidade pertinência ou conexão”. Alves informou, ainda, que o Regimento Interno da Câmara determina que “nenhuma proposição poderá conter matéria estranha ao enunciado objetivamente declarado na ementa, ou dele decorrente”.

“Assim, é decisão do presidente da Câmara que, doravante, com fundamento no Artigo 125 do Regimento Interno, devolverá à comissão mista a medida provisória, as emendas ou projeto de lei de conversão que contrariem esses mandamentos legais, para as devidas adequações”, disse Henrique Alves, após a aprovação da MP 615.

A decisão de Henrique Alves foi tomada após as insatisfações geradas com a chegada à Câmara da MP 615 na tarde da última quarta-feira, com a inclusão de dezenas de penduricalhos no texto da MP pela comissão mista que analisou a proposta e também pela falta de tempo para a discussão e votação da MP. Isso porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tomou a decisão de não aceitar nenhuma medida provisória que fosse encaminhada ao Senado com menos de sete dias de prazo para a perda de sua eficácia.

As novas regras valerão para as medidas provisórias que estão tramitando nas comissões especiais. Não seguirá o novo rito, a Medida Provisória 620, que dispõe sobre o financiamento de bens de consumo duráveis aos beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida, que está na Câmara pronta para ser votada.

Outra MP que não obedecerá à regra é a 617, que reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins incidentes sobre a receita decorrente da prestação de serviços de transporte coletivo de passageiros nas modalidades que menciona. Isso, porque ela perde a validade no dia 27 deste mês caso não seja aprovada.



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